Independência política e independência cultural

Em 2007, o Arquivo & Museu da Resistência Timorense (AMRT) abriu o seu sítio na internet. O historiador português José Mattoso publicou aí um texto com o título O Arquivo da Resistência e a Identidade Nacional (aqui)

O autor alerta para o  risco da independência de um país, sobretudo de um país recente, pode manter-se como facto político mas extinguir-se como facto cultural. Contudo,  manifesta a esperança de que Timor-Leste saiba lutar pela consciência cultural da sua identidade com a mesma determinação com que lutou pela independência política. 

Porque a história colectiva de um povo é a mais importante das diversas componentes da sua identidade, José Mattoso  sublinha a necessidade dos Leste-Timorenses escreverem a história da sua luta ou, pelo menos, de guardarem cuidadosamente os seus testemunhos.

O apelo de José Mattoso é muito importante. Mas além dos estudos sobre a Resistência, é necessário que os Leste-Timorenses estudem também os outros períodos do passado de Timor (período pré-colonial, período colonial português, ocupação japonesa, ocupação indonésia, administração pelas Nações Unidas).

Só assim poderão consolidar a consciência da sua identidade nacional e garantir a sua independência cultural.

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